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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Volkswagen afirma que chegou a hora de lançar uma nova linguagem de design

Em entrevista concedida à revista britânica Autocar, um executivo da Volkswagen que preferiu não se identificar afirmou que é chegada a hora da marca adotar uma nova linguagem de design. Detalhes sobre a nova tendência ainda são mantidos sob sigilo, mas sabe-se que não abandonará completamente o estilo atual, sendo na verdade uma evolução. “É tempo de lançarmos um novo olhar para nossa filosofia estética”, declarou o anônimo.

Conforme a matéria, o executivo disse que algumas características serão mantidas, como a grade frontal interligada aos faróis, mas que este tema passará por reformulações. Alguns dos novos elementos que serão adotados na nova filosofia puderam ser vistos no conceito que antecipou a nova geração do Golf Plus durante o Salão de Frankfurt. Apesar das mudanças, sabe-se que a linguagem seguirá sendo formada por um desenho limpo, simples e sem extravagâncias.

Fonte: Carplace

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Fusca foi o primeiro objeto real modelado em 3D


Já estamos acostumados com carros ultrarrealistas escaneados e renderizados em 3D. Eles estão em filmes, games, flagras falsos, projeções em revistas, em todo lugar. O fato de conseguirmos fazê-los tão bem ainda me parece ficcção científica. Mas a origem de tudo é bem mais antiga e humilde do que você pode pensar: em 1972, com estudantes, réguas e um Fusca.
Carros (e outros objetos) podem, claro, ser modelados à mão em aplicativos 3D, mas, para maior precisão, carros de verdade têm suas medidas calculadas até os nanômetros e passam por scanners que usam lasers e todo tipo de tecnologia avançada. Dê só uma olhada neste vídeo que documenta o processo que os desenvolvedores de Forza usam para conseguir um nível milimétrico de detalhes em seus carros. É bem impressionante. Mas eu acho que o que o pioneiro da computação gráfica Ivan Sutherland e seus alunos fizeram no Laboratório de Gráficos no departamento de Ciência da Computação da Universidade de Utah, no início dos anos 70, é ainda mais impressionante.
Vamos contextualizar o nível dos computadores daquela época, quando Sutherland e sua equipe estavam desenvolvendo os processos e algorítimos usados para modelagem e renderização em 3D: os computadores ainda eram do tamanho de geladeiras, e a maioria das pessoas sequer tinha visto um de perto. Telas de vídeo ainda eram raridade, é provável que o computador mais potente que as pessoas normais operassem diretamente fosse uma máquina de Pong, que era capaz de exibir dois traços, um ponto e uma linha. E foi nesta época que Sutherland decidiu descobrir como exibir e interagir com modelos tridimensionais virtuais em um computador.

Quando perguntado como conseguiu resultados tão bons em uma época onde tudo conspirava contra, ele respondeu o seguinte: Bom, eu não sabia que era difícil. 
Enquanto Sutherland e sua equipe desenvolviam algorítimos 3D para as telas, logo saíram dos objetos simples e retilíneos e precisavam de dados para objetos mais complexos, com curvas. O foco do projeto eram as técnicas de mapeamento poligonal (que agora estão por toda parte) para se aproximar de superfícies mais complexas. Mas eles não tinham softwares de modelagem porque ninguém havia pensado nisso antes. Então eles precisavam escanear um objeto físico, quebrar sua superfície em polígonos, medir cada uma das linhas e colocar os dados em seus computadores.

Para “escanear” um objeto em 3D, duas coisas eram essenciais: um objeto e um scanner. O objeto foi o Fusca 1967 da esposa de Sutherland, Marsha. O scanner foram os alunos de Sutherland, munidos de tinta e réguas.
Eles mapearam os polígonos sobre o próprio Fusca, e mediram cada linha no que deve ter sido o trabalho mais chato e empolgante ao mesmo tempo que já foi feito. Os dados resultantes foram transmitidos para os programas de Sutherland, e produziram o primeiro wireframe 3D de um carro. Na verdade, o primeiro modelo 3D de qualquer coisa física da história.
O modelo era só a superfície externa da carroceria do Besouro, sem pára-choques, maçanetas, etc, embora tenham sido incluídos detalhes como as setas, abertura das janelas e molduras dos faróis. O modelo mostrou-se incrivelmente valioso como objeto de testes para o trabalho da equipe, e foi usado para testar as primeiras técnicas de renderização, como o trabalho de Bui Tuong Phong, o vietnamita que produziu uma imagem do Fusca que foi a primeira imagem gerada por computador que parecia o modelo físico. É muita coisa, se você parar para pensar.

Em 1975, Martin Newell criou a primeira chaleira renderizada que acabaria se tornando o padrão para testes em 3D. Mas a chaleira foi apenas desenhada em um papel, e então traduzida em dados numéricos. O Fusca, maior e mais complexo, nunca conseguiu o status de objeto de testes como a chaleira, mas ainda tem a distinção de ser o único ancestral de todos os carros em Forza ou Need For Speed, ou Gran Turismo, ou de qualquer outra coisa que tenha sido escaneada do mundo real e transformada em dados virtuais.

Ainda é possível encontrar os dados originais na internet como .DXF ou .3DS ou outros tipos de arquivos, mas é preciso escavar para achar um arquivo genuíno. Recomendo todos os interessados em modelagem 3D que baixem o arquivo, já que é como se um pintor pudesse fazer um download da Mona Lisa. Ou quase isso.

Por: Jason Torchinsky (Jalopnik)
Fontes: Wikipedia, Computer History Museum, Nerd Plus Art, University of Utah

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Museu na Alemanha faz exposição sobre os 60 anos da VW no Brasil

O museu ZeitHaus, localizado na Autostadt - A Cidade do Automóvel do Grupo Volkswagen, na Alemanha, apresenta a exposição “60 anos da Volkswagen no Brasil” que traz veículos, fotos, campanhas publicitárias e informações sobre a história da marca no país.


A mostra que pode ser conferida até janeiro de 2014 relembra veículos clássicos da VW no país, como Kombi, Fusca, Gol, Brasília e SP2. Outro destaque é o motor Total Flex, uma tecnologia lançada pela Volkswagen há 10 anos que deu ao consumidor brasileiro a liberdade de abastecer com gasolina, etanol ou com a mistura dos dois combustíveis em qualquer proporção; o primeiro automóvel Total Flex da história foi o Volkswagen Gol Power 1.6, apresentado em março de 2003.


Um Fusca 1.600 representa o modelo que fez história no Brasil e foi líder de vendas por 24 anos. O modelo iniciou as operações da Volkswagen no Brasil, em 1953, montado em um galpão no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Ao longo de sua história, o Fusca teve mais de 3,1 milhões de unidades vendidas no Brasil. 

O Gol GTI faz homenagem ao modelo líder de vendas no Brasil há 26 anos consecutivos e foi lançado no Brasil em 1980. Em sua trajetória, o Gol trouxe inúmeras inovações: em novembro de 1988 (já como linha 1989), se tornaria o primeiro veículo do país equipado com injeção eletrônica de combustível de série, na versão GTI.



A Kombi Last Edition também pode ser conferida na exposição. A série especial, lançada em agosto de 2013 teve seu volume duplicado para 1.200 unidades devido à grande demanda. A Kombi se destaca pela maior longevidade da indústria automobilística mundial; desde setembro de 1957, até setembro de 2013, foram produzidas mais de 1.560.000 unidades do modelo na fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo.


O outro modelo exibido na área interna é o SP2. Apresentado em 1972, e produzido até 1976, o SP2 trazia design esportivo e ousado, sem abrir mão da funcionalidade. Era esportivo com detalhes exclusivos para a época, como instrumentos integrados ao painel e bancos esportivos forrados de couro. Até hoje, o SP2 (motor 1.7L) é reconhecido por antigomobilistas como um dos modelos mais belos da história da Volkswagen.



A Volkswagen do Brasil completou 60 anos no dia 23 de março de 2013, sendo a maior fabricante e exportadora de veículos do País, com três fábricas no Estado de São Paulo e uma no Paraná. Desde 1953, mais de 20 milhões de veículos já foram produzidos no Brasil, sendo mais de 3 milhões de unidades exportadas para 147 países.

Fonte: Pense Carros